Iluminismo

O que foi o Iluminismo?

       O iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu na Europa no século XVIII. Tinha como ponto central a defesa da razão e ciência para guiar a humanidade e explicar os fenômenos da natureza. Por conta disso, os iluministas foram grandes defensores da ciência e contribuíram para o desenvolvimento científico nesse período.

Por meio do iluminismo, combateu-se uma visão de mundo teocêntrica estabelecida por influência do cristianismo, e ganhou espaço na sociedade o racionalismo científico. Os iluministas tinham a crença de que o racionalismo permitiria à humanidade encontrar o caminho do progresso e construir uma sociedade sem injustiças sociais e sem conflitos.

A influência do iluminismo sobre o século XVIII na Europa foi tão grande que ele recebeu o nome de "século das luzes". Esse nome se explica porque o termo iluminismo remonta à ideia de iluminação. Os iluministas defendiam iluminar as mentes de seu século, retirando-as da escuridão da ignorância.

A influência do iluminismo se estendeu por diversas áreas da sociedade, pois, além da ciência, seus representantes propunham mudanças para áreas como a política, a religião, a cultura, a economia, o funcionamento da sociedade etc. O iluminismo foi catalisador de inúmeras transformações na sociedade europeia a partir do século XVIII e foi resultado de uma renovação intelectual que estava em curso na Europa desde séculos anteriores.


Principais pensadores iluministas

O iluminismo foi influente principalmente na França, por isso, uma parte expressiva dos principais nomes desse movimento intelectual é de lá. Nem todos os grandes iluministas foram franceses. Entre os principais iluministas, os que se destacaram foi:

Montesquieu(1689-1755); Voltaire (1694-1778); Diderot (1713-1784) ; Rousseau (1712-1778); John Locke (1632-1704); Adam Smith(1723-1790).

Consequências do iluminismo

Impactos do Iluminismo

Os princípios iluministas influenciaram as lutas pela liberdade na Europa e nos Estados Unidos. O iluminismo forneceu força na América para defender a liberdade contra a dominação e exploração coloniais. Uma grande demonstração do movimento que se inspirou nos valores do Iluminismo é a Revolução Americana.

A Revolução Francesa estabeleceu a igualdade entre os homens e liberdades importantes, como a liberdade de expressão e religião, e começou a luta contra o absolutismo na Europa. Esse evento histórico marcou a disputa pelo poder dos monarcas, bem como os privilégios da nobreza e do clero.


Principais ideias do Iluminismo Valorização do uso da razão;

  • Princípios do Liberalismo Político, como: 
  • defesa de um Estado descentralizado, mediante a divisão de poderes;
    • antiabsolutismo, através da limitação dos poderes do monarca;
    • defesa da soberania popular, isto é, de que o poder emana do povo, e não da religião;
  • Valorização das artes e do pensamento científico;
  • Defesas das liberdades individuais para os cidadãos, como a liberdade de expressão, de crença e de associação;
  • Igualdade de nascimento, abolindo os privilégios estamentais;
  • Separação dos interesses do Estado e da Igreja;
  • Prática do liberalismo econômico, visando maior liberdade de comércio;
  • Liberdade de expressão e de culto religioso;
  • Defesa do direito de busca individual da felicidade.



Características do Iluminismo

Economia

     Os iluministas defenderam o liberalismo do Estado em vez do mercantilismo do Antigo Regime. Em vez de intervenir, o governo deveria permitir que a economia seja regulada pelo mercado. Adam Smith foi o primeiro a divulgar essas ideias.

Alguns, como Quesnay, argumentaram que a agricultura era a principal fonte de riqueza do país, em detrimento do comércio defendido pelos mercantilistas.

Os iluministas não concordaram sobre a propriedade privada. John Locke,

ao contrário de Rousseau, afirmou que a propriedade era uma fonte de desigualdade e corrupção social e que era um direito natural do homem.


Política e Sociedade

Os iluministas eram contra o Absolutismo e acreditavam que o poder do rei deveria ser limitado por mecanismos fortes, como um conselho de representantes do povo ou uma Constituição.

Por exemplo, o escritor Montesquieu defendeu uma teoria do Estado em que três poderes dividiam o governo:

Legislativo

Executivo

Judiciário

Portanto, haveria equilíbrio e menos poder concentrado em um indivíduo. Quase todas as nações do mundo ocidental adoptaram esta concepção de governo.

Os iluministas também tinham a crença de que os súditos deveriam ser tratados de forma igualitária e receber direitos adicionais. Eles argumentavam que todos deveriam pagar impostos. Além disso, eles tinham a crença de que os judeus e outras populações minoritárias deveriam receber a cidadania completa. 

Nesse caso, é importante lembrar que até então as minorias religiosas, como judeus e muçulmanos, eram obrigadas a fugir das perseguições ou a se converter.

Mas as mulheres ainda não eram consideradas cidadãos do mundo moderno. Embora os iluministas não fossem totalmente de acordo com essa ideia, algumas intelectuais, como Mary Wollstonecraft, Olympe de Gouges e Émilie du Châtelet, defenderam a cidadania ao público feminino.

Como resultado, eles defenderam a ideia de que todos devem pagar impostos. Além disso, eles tinham a crença de que as minorias, como os judeus, deveriam ser tratadas como cidadãos completos.


Religião

A religião foi muito criticada por vários pensadores iluministas.

A maioria, defendia a limitação dos privilégios do Clero e da Igreja, bem como o uso da ciência para questionar os dogmas religiosos.

Havia aqueles que compreendiam o poder da religião na formação do ser humano, mas preferiam que houvesse duas esferas distintas: a religião e o Estado.

De igual maneira, alguns iluministas defendiam o fim da igreja como instituição e que a fé deveria ser uma expressão individual.


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